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segunda-feira, 28 de julho de 2014

EJACULAÇÃO PRECOCE

Por Nicéas Romeo Zanchett 
                    O fenômeno da ejaculação precoce não tem nenhuma relação com o orgasmo feminino. Esta disfunção sexual masculina se caracteriza pela emissão de esperma antes do momento desejado durante o coito. 
                     Em relação à velocidade da emissão do sêmen, a ejaculação pode ser super-prematura (antes mesmo da penetração), prematura simples (entre 10 segundos e dois minutos após o início do coito) e instável (dependente da circunstância psicológica do indivíduo). De modo geral, este problema transforma a relação sexual em verdadeira angústia, eliminando a possibilidade do prazer para ambos. A medicina não identificou nenhuma doença física responsável pelo fenômeno. As pesquisas indicam que a ansiedade, o temor de um mau desempenho e o medo de fracassar com a mulher podem gerar o mal; portanto, pode ter como causa central o estado psicológico do indivíduo. Também pode ser resultado de um condicionamento do doente: homens que desempenham a atividade sexual sob pressão ou situação de pressa e estresse. Não há tratamento específico, já que as origens do mal podem ser várias. Somente o andrologista pode detectar a raiz do problema e prescrever desde manobras de compressão do pênis durante o ato sexual, auto-controle para ser praticado com masturbação, a drogas que equilibram os estados de ansiedade. Isto vale dizer que o doente não deve jamais se automedicar, mas sim, procurar ajuda especializada.  
                    Contrariamente ao que se divulga, a ejaculação precoce não é devida à hipersensibilidade da glande. Por isso, de nada adianta besuntá-lo com pomadas, unguentos ou géis anestésicos.  Esses produtos acabam tendo efeito indesejado, pois ao anestesiarem a mucosa, altamente erógena da glande, transformam o sexo num vai e vem mecânico e sem nenhuma qualidade erótica. Os anestésicos também prejudicam a mucosa vaginal e podem eliminar o prazer da mulher. 
                    Muitos homens chegam ao absurdo de culpar a companheira por seu problema. É uma forma de autodefesa para justificar seu mal. Isto, no entanto, pode desequilibrar totalmente o relacionamento e causar enorme infelicidade ao casal. Na verdade a mulher é a mais prejudicada, uma vez que não conseguirá obter nenhum prazer com a rápida relação. Pela própria natureza feminina, a mulher precisa de mais tempo para  preparar seu orgasmo, e nessa condição é impossível. 
                    Não se deve, de forma alguma, guiar-se por propagandas que prometem verdadeiros milagres em relação ao sexo. O que pode mesmo resolver qualquer disfunção sexual é a orientação de um bom profissional - o andrologista. 
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Nicéas Romeo Zanchett